Minha velha capa, minha amada, eterna namorada
Duma alma sonhadora, eu que a ti me dediquei
E nunca te deixei, vou deixar-te agora
Minha velha capa que ainda rezas, minhas alegrias e tristezas
Chora, o teu dono que te chora amargamente
E que leva no seu peito eternamente, a saudade de tão cedo te deixar
Chora, minha velha companheira pobrezinha
Que no seio agasalhas-te a alma minha
Que te leva agora a ti p’ra te guardar
Adeus, adeus
Capa velhinha, fica contigo
Alma do teu amigo, para não ficares sozinha
Adeus, adeus
Capa saudosa, na despedida
Minha alma está vestida, como tu negra e chorosa
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3 comentários:
Apelar à choradeira do Pobo!Isso não se faz cara Dedé!
;)
Toca a puxar ao saudosismo... Esta tocou bem lá no fundinho... Pior mesmo só a ameaça de inundação na bela invicta na fatídica noite daquela serenata? Lembram-se?
O adeus à capa foi mais um até sempre... até sempre às histórias, aos afectos, às recordações... às saudades de um tempo que ficou gravado a fogo nos nossos corações...
É melhor parar que hoje está a dar-me para a lamechice! ;)
BJS
Tão lindo... Para sempre terei os rasgões que vocês me fizerem na capa, símbolo do lugar cada um um ocupa no meu coração!!! Beijinhos
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